Uma equação no Hyde Park, 2017

vídeopoema

Primeiro, era um poema que saiu na página Risco, do Jornal O Globo (23/06/2012); em seguida foi para o livro Câmera lenta e, enfim, virou vídeo-poema. Em 18/10/2018, o site A Bacana publicou o vídeo com um depoimento sobre o processo de escrita e montagem do vídeo.

resumo:

"Uma equação no Hyde Park" é um poema com voz, imagem, texto sobre imagem, voz sobre texto. E um vídeo-poema

Ele desce ao inferno e sobe aos espaços dirigíveis, tentando falar de uma espécie de "equação": como lidar com os movimentos, percursos, caminhos, leituras. Imagem e texto juntos tentam emular esses movimentos e vaivéns.  

"Uma equação no hyde park" começa com uma conversa com o poeta tcheco Jaroslav Seifert, mais especificamente com o poema "Um guarda-chuva de Piccadily" (que fiz uma versão a partir da tradução para o inglês) .

 

Depois da tradução desse poema, um verso ficou repetindo como um refrão e acabou virando refrão do meu texto: "está chovendo no Hyde Park hoje". 
O tom do poema dele, que é um poema de amor, se mistura ao movimento "equacional" de altos e baixos, de sobe e desce. 


Ao fazer o vídeo, converso com as imagens do filme "Boy meets girl", de Leos Carax, buscando também trabalhar com a ideia de refrão-repetição-citação. 


Queria que cada imagem recortada do filme pudesse explicitar os movimentos de subida e descida do poema -- sem deixar de trazer algo do filme, que é também um filme de amor (amor e desilusão). Imagens e citações descontextualizadas podem trazer algo do contexto de onde foram tiradas. Mas trabalho também com a ideia de que, postas lado a lado, elas possam costuram outras equações.  

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